

Corria o ano de 1544 quando o pastor Diego Hualpa saiu à procura de dois lamas perdidos. A noite caiu sem que tivesse encontrado os animais, mas o pastor não quis desistir da busca e abrigou-se no sopé dum monte para prosseguir a procura no dia seguinte. Para se proteger do frio da noite acendeu uma fogueira e o calor foi tal que a terra à sua volta derreteu e escorreu num líquido viscoso e brilhante: prata.

Ainda hoje se utiliza a expressão "vale un potosí" para indicar qualquer actividade muito lucrativa ou um negócio excepcional e no brasão da cidade está inscrito:
“Yo soy la rica Potosí
El tesoro del mundo
La envidia de los reyes”
El tesoro del mundo
La envidia de los reyes”

O filão de prata de Cerro Rico está praticamente esgotado e apenas algumas cooperativas de mineiros a exploram para dela extraír algum magro rendimento que é arredondado pelas visitas dos turistas, aventura já partilhada no post Dinamite Kids.

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