Apesar da parte oriental do Equador, ocupada pela floresta amazónica, já não ser tão perigosa como costumava ser - os índios shuar que a habitam já não se dedicam a reduzir cabeças humanas - é a região mais selvagem do país. Os rios que a rasgam são as auto-estradas lamacentas que permitem o acesso a uma ínfima parte que não vai muitos metros além das margens.

De botas de borracha, capa de chuva e repelente de insectos, seguimos César que, de catana em punho nos leva por trilhos cerrados, cortando lianas, deslocando troncos para conseguirmos avançar.

O solo, esse sim, é o palco de intensa actividade ao alcance da nossa vista: uma procissão de pedaços de folha que parecem flutuar no chão e que afinal são transportados por um exército de formigas; aranhas e suas teias, flores, borboletas de mil cores.


1 comentário:
Tenho saudades dos sons da selva ao amanhecer, da luz do sol a atravessar as imensas arvores, das cores das aves (que fantastico o teu tocano:-)), das borboletas, das tarantulas, das cobras...tenho saudades da mudança dos sons da selva quando anoitece...que bom é entrar neste "livro"
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