sexta-feira, janeiro 15, 2010

A cruz copta


Já se sabe que as paixões são irracionais e só isso justifica que me tenha tomado de amores pela cruz copta, símbolo do cristianismo no Egipto.
Ou talvez a razão exista e tenha a ver com a minha surpresa ao descobrir que a cruz existia já no tempo dos faraós, que aparece amiúde representada nos desenhos que decoram paredes milenares.
Corria o primeiro século da era a que se chamou cristã, o Egipto era governado pelos romanos, que, como bem se sabe, são loucos e perseguiam os seguidores de cristo, sentindo na nova religião uma força que os ameaçava.
Obrigados a calar a sua fé mas querendo, ao mesmo tempo, manifestá-la, os cristãos tiveram a argúcia de escolher como símbolo um hieróglifo, um entre tantos, um que representava uma cruz com um laço.

Passaram assim despercebidos aos olhos dos romanos que, nunca é demais repeti-lo, são loucos e encararam a cruz como um amuleto inofensivo.

Não se sabe ao certo o significado que, no tempo dos faraós, era dado a essa cruz. Sabe-se que era chamada "chave do Nilo" ou "cruz da vida". Há quem defenda que representa as marcas que se alinhavam nas margens do Nilo para assinalar o limite das cheias. E como as cheias traziam solo novo e fértil, o desenho passou a simbolizar a renovação da vida.
Outros garantem ser a chave que abre as portas aos mistérios do reino dos Mortos. Ou a força criadora da vida, por ser utilizado por Amon, o deus dos deuses.

Seja como fôr, continua hoje a representar a igreja cristã do Egipto, a Igreja Copta com a cruz, da crucificação, e o laço, sem o princípio nem fim da eternidade.


1 comentário:

Rutix disse...

Também sempre gostei deste simbolo!