Fale-se na Namíbia e são as imagens de Dead Vlei que vêm à cabeça: dunas enormes de um laranja forte que contrasta com os troncos negros de árvores mortas. Aqui magistralmente fotografadas por Frans Lanting
Dia livre na cidade que é a mais turística da Namíbia. E actividades não faltam: descoberta da cidade e dos seus edifícios coloniais, as dunas num balão de ar quente, de quad, jipe, de camelo, a cavalo ou numa sandboard, salto de pára-quedas, passeio de helicóptero sobre a Costa dos Esqueletos...
E também vai saber bem trocar as tendas por um hotelzito.
São cerca de 2000 as gravuras rupestres que vamos ver em Twyfelfontein. A sua importância e antiguidade justificam a inscrição no património da Humanidade da UNESCO.
Hoje andamos por território himba, povo nómada que vive essencialmente do pastoreio. Para se protegerem do sol cobrem o corpo com uma mistura de gordura animal e ocre, que dá à pele uma cor avermelhada.
Abandonamos o parque de Etosha para mergulharmos no Kaokoland, a norte, que dizem ser uma zona selvagem, inóspita, montanhosa. Já foi um bantustão, um pseudo-estado tribal criado pelo regime de apartheid da África do Sul para manter os negros afastados das zonas dos brancos.
Com os acampamentos estrategicamente colocados junto a pontos de água discretamente iluminados é previsível que boa parte das noites em Etosha seja passada junto algum deles.
O que nos guardo o dia de hoje? Animais! Muitos! Kudus, impalas, elefantes, gazelas, girafas, leões, zebras, gnus, rinocerontes, e répteis, flamingos, pelicanos e muita mais passarada. Vamos lá a ver se temos sorte...