Dia de pista, longa e que nos leva pelo Damaraland até chegarmos ao desfiladeiro de Khowarib.
sexta-feira, agosto 12, 2011
quinta-feira, agosto 11, 2011
quarta-feira, agosto 10, 2011
Himba
terça-feira, agosto 09, 2011
Kaokoland
segunda-feira, agosto 08, 2011
Mais Etosha
domingo, agosto 07, 2011
Parque Nacional de Etosha
sábado, agosto 06, 2011
Windoek
sexta-feira, agosto 05, 2011
quinta-feira, agosto 04, 2011
Levantar vôo
quarta-feira, agosto 03, 2011
domingo, julho 31, 2011
S'il vous plait ... dessine-moi un mouton!
Nasceu em berço de ouro e partilhou com os irmãos uma infância feliz passada nos castelos da família aristocrata. Da mãe bebeu uma educação humanista, recheada de valores que honraria toda a vida: honestidade, respeito pelos outros.

segunda-feira, julho 25, 2011
O canal alternativo
Construído que foi o canal em tempos em que os motores pertenciam ainda ao reino da ficção científica e sendo a vela impraticável, os barcos avançavam pela força de homens ou cavalos que os puxavam pela margem, seguindo um caminho de terra que bordejava o curso de água. A função deu-lhe o nome : chemin de halage, ou, em português, caminho de sirga.
Hoje, que os barcos avançam impulsionados pelos cavalos do motor, os caminhos de sirga são uma mais valia para o canal. Protegido do sol pela sombra dos plátanos, choupos e pinheiros que estabilizam as margens, o caminho convida a passeios a pé, de bicicleta, a cavalo, à pesca ou à simples contemplação dos barcos que passam, das garças, patos e ratos almiscarados que fazem do canal a sua casa.
É um outro olhar, uma outra descoberta. O Canal du Midi de bicicleta pelos caminhos de sirga? Huummm, quem sabe, um dia....
* A versão integral de "Three man in a boat", cuja leitura se recomenda vivamente, está disponível no Project Gutenberg.
sábado, julho 23, 2011
Abre-te Sésamo
domingo, julho 10, 2011
O túnel do tempo
O dia D chegou! O pedaço do canal que vai acolher os nossos primeiros quilómetros não foi desenhado por Riquet pois Carcassonne não quis co-financiar as obras. Vendo o sucesso comercial que o canal trouxe às povoações por onde passava, mudou de ideias e pagou a construção de um desvio, que abriu apenas em 1810.
Partimos com a dignidade de um Queen Mary a deixar o porto de Nova Iorque, apesar de na margem faltarem familiares e amigos chorosos a acenar lenços de despedida.Nas nossas mãos, inexperientes e nervosas, estão os 12 metros do Silver Surfer, ou melhor, à la française, do Silvérr Siuférr. Primeiros metros, primeiros ziguzagues até que mão se "faça" e o barco avance mais direito.
Depois ... foram 6 dias em que o tempo parou e navegámos a não mais de 8 quilómetros por hora, deslizando num bucólico túnel de verdura, o ronronar do motor a misturar-se com o canto das cigarras que o tempo quente acordou.
terça-feira, julho 05, 2011
Foi assim que aconteceu...

Fomos loucos, sim senhor!!
Loucos por 6 dias.
Post surripiado a Rutix, para continuar a ler aqui.
domingo, julho 03, 2011
Canal des Deux Mers, aka Canal du Midi
Caro Senhor, proponho a construção de um canal que estabeleça a ligação entre o oceano Atlântico e o mar Mediterrâneo, para permitir que os nossos barcos de mercadorias não tenham de contornar a península Ibérica evitando, assim, o mau tempo, os canhões espanhóis e os ataques dos piratas que enxameiam o estreito de Gibraltar.Terá sido, grosso modo, este o teor da carta que, a 15 de Novembro de 1662, Paul Riquet escreveu a Colbert, homem forte do rei Luís XIV. A proposta era arrojada mas aliciante e avançou. Riquet ordena que se desviem rios e ribeiros para encher a barragem de Saint-Férrol onde mais de 6 milhões de metros cúbicos de água vão regular o nível do canal, retendo as cheias do inverno e compensado no tempo quente as perdas devidas à evaporação.
A tarefa é gigantesca e são necessários quase 16 anos para construir as 63 comportas (simples, duplas, ... e até sêxtuplas), 126 pontes, 7 pontes-canal, 55 aquedutos, 6 barragens e 1 túnel que permitiram que os primeiros barcos atravessassem os 241 quilómetros do canal.O progresso, a construção de vias férreas e de estradas, quase o destruíram. Quando, em 1989, a última barcaça comercial deixou as suas águas, o canal parecia ter o abandono como futuro, mas o turismo fluvial restituiu-lhe a vida.
Hoje são cerca de 10 000 os barcos que cada ano cruzam as suas águas. Em 2011 um deles foi o nosso.quarta-feira, junho 29, 2011
Carcas sonne
Diz a lenda que as hostes de Carlos Magno cercaram a cidade ocupada por mouros comandados pela princesa Carcas. Um cerco longo, muito longo, mas os sitiados lá iam conseguindo produzir alimento suficiente e resistiram cinco anos. No 6º a situação começou a complicar-se e, a certa altura, nada mais havia para comer do que um leitão e um saco de trigo.
Em desespero de causa Carcas empanturra o porquito com todo o trigo que conseguiu e atira-o do alto das muralhas. Esborrachado no solo, o ventre rebentado exibe a fartura de grãos, fazendo crer aos soldados de Carlos Magno que a comida não faltava aos sarracenos.
O estratagema resultou e as hostes gaulesas levantaram o cerco.
Ao vê-los partir, radiante de alegria, a princesa manda tocar todos os sinos, para anunciar a boa nova. E é então que um dos vassalos de Carlos Magno terá gritado a frase que deu o nome à cidade:
“Sire, Carcas sonne!”
domingo, junho 26, 2011
Cougar!
Cougar.A palavra ouvi-a pela primeira vez há poucas semanas. Não que a não conhecesse, mas apenas a ligava a um animal, ignorando-lhe as conotações comportamentais. A segunda vez que a ouvi com este (novo) sentido foi em Toulouse.
Mas, já lá vamos...
A cidade recebeu-nos em festa, ou, se calhar, é Toulouse e não Paris que é uma festa. O centro nevrálgico da cidade enchia-se de sol e alegria, de manifestações de imigrantes ou contra o presidente sírio, desfiles de motards, cortejos de samba integrados no festival Rio Loco, paradas gay e até um casamento marroquino. As esplanadas estavam cheias, os carrosséis rodopiavam com crianças e adultos.
Com o aproximar do final da tarde, participantes e curiosos que ocupavam a Praça do Capitólio foram debandando, cedendo o lugar às sombras. Jean Philipe, chamemos-lhe assim, resistia ainda. No peito nu não havia pêlos a misturarem-se com o número de telemóvel que nele estava escrito. JP falava, quiçá respondendo a alguém que não resistira ao apelo...Estranhou o meu pedido para o fotografar perguntando o que pretendia fazer com o número.
"Nada, tenho idade para ser tua mãe." (mentira, tinha mas era idade para ser quase avó dele). "Mas posso dá-lo às minhas amigas", acrescentei, apontando para quem me acompanhava.Quoi?! Elas são "cougar"?
"Cougar - predarora sexual, mulher na casa dos 40 que tem predilecção por rapazes significamente mais novos"
quarta-feira, junho 22, 2011
La vie en rose, aliás, La ville Rose
Toulouse foi ponto de passagem de Astérix e Obélix que na Volta à Gália aqui compraram a salsicha que leva o nome da cidade. Toulouse foi, também, pista de aterragem dos aviões da Aéropostale pilotados por Saint-Exupéry e Mermoz.
E foi Toulouse quem acolheu os oito valorosos lusitanos no regresso de uma semana de navegação no Canal du Midi.
Chamam-lhe a La Ville Rose (a Cidade Rosa) pois é essa a côr do material de construção que os romanos utilizaram para erguer a urbe Tolosa. Não havendo pedras na região, transportá-las de outro sítio seria caro e moroso. A argila vermelho-alaranjada era, pelo contrário, abundante, e com ela se fizeram os tijolos que caracterizam a cidade.
Ainda hoje é frequente cobrir edifícios modernos com uma camada de barro vermelho para manter o estilo e o tom.

























