sábado, junho 18, 2011

sexta-feira, junho 17, 2011

Foi assim que aconteceu...(?)


Último dia de navegação e a previsão de dormir já pertinho de Carcassonne onde amanhã, pelas 9 horas, entregaremos, nas melhores condições possíveis, o Tarpon que nos serviu de hotel flutuante.

Durante estes dias passámos sob pontes estreitas e por canais sobre pontes. Lutámos para entrar em comportas e sair delas sem demasiados estragos. Vivemos a um ritmo tranquilo, fomos de bicicleta comprar pão, visitar vilas e cidades, passeámo-nos nos caminhos que bordejam o canal.
Provámos vinhos, cassoulets e outras iguarias locais, conversámos com gauleses e não só.
Fizemos compras em mercearias flutantes, visitámos livrarias históricas e castelos.

Divertimo-nos em conversas sem fim, rimos com os disparates de navegação, jogámos às cartas e talvez à pétanque e, mais importante, sobrevivemos a tantos dias, tanta gente, em tão reduzido espaço. ;-)

quinta-feira, junho 16, 2011

quarta-feira, junho 15, 2011

Sosseguinho

A esta altura já devemos navegar sem o stress dos primeiros dias. Ou se calhar encostamos à margem e só saímos de lá para ir devolver o barco. E pode ser que, pelo meio das árvores, consigamos ver o eclipse da Lua prometido para hoje.

segunda-feira, junho 13, 2011

Por aquele rio abaixo

Se tudo correr como planeado iremos até Narbonne e regressamos a Carcassonne: 147 quilómetros, 58 comportas.

domingo, junho 12, 2011

O tal canal

Inscrito também ele, no património mundial da Unesco, o Canal du Midi faz parte da rede vias navegáveis que ligam o Atlântico ao Mediterrâneo e é uma verdadeira obra-prima da engenharia francesa. Vamos ver se não o estragamos!

sábado, junho 11, 2011

All on board!!

Dia de compras para a semana que passaremos a bordo de um transatlântico como este. Embarque ao fim do dia.

sexta-feira, junho 10, 2011

Carcassonne

Cidade medieval por excelência, inscrita no património mundial da Unesco, um dia para explorar torres e ruelas.
Imagem: (c) IRÈNE ALASTRUEY - AUTHOR'S IMAGE

quinta-feira, junho 09, 2011

Toulouse

Começa-se o dia de avião. Adequado já que Toulouse é o berço do Airbus.
Mas não há tempo para devaneios, que o comboio nos espera para nos levar até Carcassonne.

Imagem: NOUGARO - FOTOLIA.COM

quarta-feira, junho 08, 2011

Canal du Midi

(foto: http://www.grandsites.midipyrenees.fr)

A vontade de fazer uma viagem pelos canais de França vem de longe, do dia, algures nos finais dos anos 70 ou início dos 80, em que os meus olhos se esbugalharam de espanto porque ... o que passava em cima da ponte e a da estrada ... era um barco.
Sim, vi, claramente visto, um barco que navegava sobre a estrada! Uau! Também quero!

(foto: http://www.grandsites.midipyrenees.fr)

E finalmente, uns 30 anos depois deste emocionante encontro, a mochila está feita, preparada para a partida de amanhã. (Ver Il était un petit navire)

"Não é preciso experiência" , é o que dizem as agências de aluguer, que continuam: " Dirigir um barco é mais fácil do que conduzir um carro.", frase que pode ser enganadora. E assim o comandante de ocasião espera que o seu barco de 12 metros e umas 10 toneladas seja tão facilmente manobrável como o Smart que o leva pelas ruas da cidade, o que pode conduzir a algumas situações interessantes, especialmente em comportas congestionadas.
(Adaptado de "The Ups and Downs of a Lockkeeper" - Jake Kavanagh)


A minha teoria sempre foi "Se é para todos, eu consigo." Vamos ver se não me engano muito...

quarta-feira, maio 04, 2011

Bin Laden e a amizade

Amizade, com A grande, muito grande, é a palavra que me vem frequentemente à ideia quando se fala de Bin Laden. Estranho? Eu explico:

Estávamos em Agosto de 1998 a uma semana da partida para uma viagem ao Quénia, e bum!, a embaixada dos EUA em Nairobi explode, causando centenas de mortes. Por detrás do atentado estava Bin Laden, personagem de que ouvi falar pela primeira vez.

O governo português desaconselhava as deslocações indispensáveis ao Quénia, a agência de viagens deixava nas nossas mãos a decisão, prontificando-se a restituir o dinheiro pago e juntando à carta (sim, que na altura ainda havia cartas!) os avisos negros que o governo britânico emitira.


Pesados os prós e os contras optei por não cancelar a viagem e dias depois juntava-me aos locais e aos recém-conhecidos companheiros de viagem em frente à embaixada destruída.

Partimos pelo Quénia fora, bem longe do terror do atentado. Vimos leões, elefantes, flamingos e quase tudo a que tínhamos direito, partilhámos com crocodilos as águas do Lago Turkana, comprámos sandálias feitas de pneu, à medida dos nossos pés, cantámos à volta da fogueira, sobrevoámos Masai Mara num balão de ar quente, e tanto, mas tanto mais.

Do Quénia trouxe belas recordações, o sabor da "minha primeira África", e sobretudo, a amizade forte e duradoura da Paula L e da Rute CC, em quem penso frequentemente quando ouço o nome de Bin Laden. Para elas, e também para a nossa próxima viagem, para os outros amigos que nos vão acompanhar, fica um post com sabor a amizade.


domingo, maio 01, 2011

Chez les Bretons: Londinium

Sempre disse que Londres não me seduzia, que à cidade faltavam alma e encanto, que os habitantes eram amorfos. O interesse em lá regressar não era muito e foi quase com a sensação de ir cumprir um dever que, no caminho para Kent, decidi ficar por lá alguns dias.

Londres estava em obras, a enfeitar-se para os Jogos Olímpicos que acolherá em 2012 e para o casamento real que se realizaria dali a um mês ... e estava linda!
Calor, céu azul e a Primavera a deixar parques e jardins com ar de telas impressionistas, gente simpática, disponível.

Afinal ... reconciliei-me com a cidade. Já não era sem tempo!

sexta-feira, abril 29, 2011

A Oriente

Abre hoje ao público a exposição de fotografia do meu amigo Manuel (Magalhães), que conheci numa viagem ao Nepal e Tibete.

As imagens cuidadas reflectem o arquitecto que é, o olhar atento, o casamento feliz entre a emoção e o rigor, entre a estética e a arte.


Para ver até 29 de Maio no Museu do Oriente.

sexta-feira, abril 15, 2011

May the Knowledge be with you

São pretos, distintos e um ex-libris de Londres. São os black cabs, os táxis londrinos conduzidos por verdadeiros aristocratas da estrada. Para ter o direito de se sentar ao volante de um deles é preciso "The Knowledge", uma espécie de "Force" da Guerra das Estrelas, o exame que culmina 40 meses de aprendizagem. Mais de 3 anos para adquirir um conhecimento íntimo de todas as 25.000 avenidas, ruas, vielas e becos que se encontram num círculo com 6 milhas de raio e centro em Charing Cross. E 320 caminhos de, para e entre os sítios mais populares da cidade, conhecer os semáforos, a sequência dos hotéis numa avenida. Aprendem mnemónicas como "Little apples grow quickly" que dá a ordem dos teatros do lado norte de Shaftesbury Avenue: Lyric, Apollo, Gielgud e Queen's.

Dizem que aprender um trajecto é como decorar cada palavra da letra de uma canção, e não é invulgar vê-los de bicicleta ou motorizada, com um mapa preso ao guiador, a percorrer cada rua, a tomar notas, fixar pormenores.

Estudos credíveis mostram que os motoristas de táxis londrinos têm certas zonas do hipocampo mais desenvolvidas devido ao esforço de memorização, que revelam capacidades de orientação semelhantes às das aves migratórias e que batem em bom-senso, eficácia e conhecimento qualquer GPS.

Mas hoje muitos dos black cabs perderam o ar distinto que a pintura lhe dava e cobrem-se de cores e propagandas tão diversas como um museu, férias em praias de sonho ou uma marca de roupa.

Patrick, que encontrei em Earls Court acolhe o meu pedido para o fotografar com um ar a condizer com o aspecto texano: enorme e descontraído.
De Portugal, onde já esteve, não se lembra muito mais do que das noites do Algarve e "lots of good beer!Ah ah ah!"

O tempo dos taxis pretos e dos aristocratas do volante se calhar já passou...

quinta-feira, abril 14, 2011

Fotografias dos gorilas

O álbum com uma selecção de imagens do workshop Gorilas está visível aqui ou a partir do link "Felinos e Gorilas", à direita, em Álbum de Fotografias.

segunda-feira, abril 11, 2011

Fotografias dos felinos

O álbum com uma selecção de imagens do workshop Big Cats está visível aqui ou a partir do link "Felinos e Gorilas", à direita, em Álbum de Fotografias.

sábado, abril 09, 2011

Jogar às escondidas


"Se eu não te vejo tu também não me vês!" parecem pensar os enormes gorilas quando se escondem atrás de umas folhinhas que lhes tapam os olhos deixando a descoberto o corpanzil.

Fazem-no sempre cometem alguma traquinice como quando olham para nós, agarram um pau, viram-nos as costas com ar aparentemente desinteressado e ... zás, o pau é disparado na nossa direcção.

Fazem-no também os mais jovens quando são intimidados por um macho dominante que se apoia nos 2 pés para mostrar tamanho e impôr respeito.


quinta-feira, abril 07, 2011

Bate coração

"Em Inglaterra?!?!" perguntaram, espantados, os amigos quando lhes disse que ia fotografar tigres e leões. E, sim, em Inglaterra, no Big Cat Sanctuary no condado de Kent. A reserva, que não está aberta ao grande público, trabalha num projecto de âmbito alargado que permite refrescar geneticamente os parques animais da Europa, Ásia e América. Os felinos, de linces e servais aos majestosos leões, estão em recintos suficientemente grandes para que possam andar e correr.

Para além das grades que os limitam ninguém passa, nem mesmo os tratadores. Entrar no santuário só por pedido ou em situações especiais como foi o workshop em que participei. Nunca tinha estado tão perto de grandes felinos. Tão perto que pude passar o dedo, rapidamente e ao de leve, pelo flanco de um leão e pela barriga de um leopardo das neves. Tão perto que tínhamos de ter cuidado com o sítio onde apoiávamos as mãos, de estar prontos a recuar rapidamente sempre que fosse necessário.

E assim passámos um dia inteiro ao lado de leões, tigres, pumas, leopardos, linces e servais que nos olhavam umas vezes indiferentes, outras irritados.
Pela nossa parte cumprimos o objectivo e o som mais ouvido era o click do disparador das máquinas fotográficas.

Vimos a agilidade de um puma (click), a doçura (aparente?) dos leopardos das neves, a raiva da pantera negra (click), a agressividade de alguns, contra nós (click) ou entre les próprios (click, click, click), o olhar azul de um tigre branco (click).

Espreitar a oportunidade, enquadrar , focar, disparar. Click, click.
Trocar de lente, modificar os ajustes da máquina. Click, click, click.
Ligar o flash para aquele brilhozinho nos olhos. Click, click.
Saltar para trás à ordem "Back! NOW!!"

E regressar ao click, click das máquinas que já se confundia com o bater do coração.

terça-feira, abril 05, 2011

Gorilas

O nome científico, gorilla gorilla gorilla, parece um grito de desespero lançado por alguém que tenha inesperadamente encontrado um impressionante animal, emergindo da floresta densa, impondo respeito com urros e pancadas violentas no peito.
Errado! O nome vem da palavra grega gorillai, que designa "tribo de mulheres peludas" pois foi isso que o navegador cartaginês Hannon pensou que fossem.

Apesar do porte imponente e do ar ameaçador são, geralmente, pacíficos e, por isso mesmo, presas fáceis de caçadores furtivos. Polígamos, vivem em grupos liderados por um macho dominante, de dorso prateado, que é senhor absoluto do seu harem.

Essa supremacia e a ausência de competidores que os obriguem a lutar pela conquista das fêmeas é patente no desenvolvimento genital.
E se é certo que tamanho não é qualidade, não deixa de ser bizarro que um corpanzil de quase 2 metros e 200 quilos esconda, literalmente, um pénis que nos momentos de euforia não passa de 3 cms.